Supervisão de mercado com a evidência junto.
O Prisma aplica as tipologias do Guia de Alertas da BSM sobre o livro de ofertas reconstruído ordem a ordem, a partir do que cada bolsa publicou, gravado byte a byte. B3 e A5X passam pelo mesmo motor. Cada caso traz o critério do guia com capítulo e página, os parâmetros em vigor e a versão deles, a estatística do instrumento e a posição de cada evidência no arquivo bruto. A decisão é de quem revisa, com segregação de funções, escalada e o registro que a BSM pede.
O pedido de conta passa por aprovação; aprovada, ela dá acesso ao Replayer. Casos, cadastros e usuários são liberados por um administrador da instituição.
Um sistema, da captura à decisão
Um único executável, tmr, faz a captura, a indexação, a reprodução, a surveillance e serve a tela. Roda em containers. Lê o feed da B3 e o da A5X com as especificações que cada bolsa publica, e monta os dois no mesmo livro de ofertas. Uma bolsa nova entra com o tradutor dela, sem um segundo motor.
Surveillance explicável
As tipologias do Guia de Alertas da BSM verificadas etapa por etapa sobre o livro, com parâmetros documentados e calibráveis, estatística robusta do instrumento e revisão humana obrigatória. Nenhum caso conclui: todo caso pede revisão.
Multi-bolsa
B3 (market data, Drop Copy e a pós-negociação do iMERCADO) e A5X no mesmo livro, na mesma reprodução e na mesma base de casos, separados por bolsa e segmento.
Evidência íntegra
A gravação acontece antes de qualquer interpretação: o que chegou da bolsa vai para um arquivo por pregão, que só cresce e nunca é reescrito. Tudo o que a tela mostra se reconstrói desse arquivo, e cada caso aponta o byte de onde veio.
Metodologias sob demanda
O guia não esgota o mercado. Um padrão que a sua área de supervisão descreve — em palavras, num ofício, numa planilha de casos passados — vira uma metodologia do catálogo: construímos com a sua equipe as etapas, os parâmetros e a prova, e ela entra na mesma fila, com a mesma evidência e o mesmo arquivo da BSM. Como fazemos.
Casos que se explicam
O motor avalia o catálogo de regras sobre o mesmo livro que o Replayer mostra, evento a evento, no histórico e ao vivo, em qualquer bolsa capturada. Um caso não é veredito: é um padrão compatível com uma tipologia do guia, com o critério e a página, o score decomposto em fatores, a estatística do instrumento e as evidências apontando a mensagem exata no arquivo bruto.

LAYSPOOMCOMG
- Pelo Guia de Alertas da BSM. Layering (cap. 3), spoofing (cap. 4), operações de mesmo comitente (cap. 7) e de mesmo grupo (cap. 8). Cada parâmetro carrega capítulo, página e o trecho de onde veio — e diz se é definição do guia, calibração do participante ou operação.
- Score aberto, com os números.
0,3 × norm(z) + 0,5 × condições + 0,2 × persistência: clicar no score mostra a conta do caso e o "normal" do papel por trás dela — mediana, média, desvio padrão, MAD, p90 e p99, o percentil e os dois z —, numa frase ("o normal é 15 mil; esta teve 53 milhões, 3.543× a mediana") e numa régua. Ao lado, uma aba de conceitos explica cada medida. Papel sem histórico bastante não ganha nota por isso: o ingrediente sai da conta. - Evidência rastreável. Cada passo aponta o evento e o deslocamento no arquivo bruto. Abrir no replayer põe o livro naquele milissegundo; o mapa desenha o roteiro.
- Revisão humana com trilha. Pendente, em análise, escalado, padrão confirmado ou descartado. Fechar um caso exige o papel de quem decide; o caso escalado sobe pela hierarquia e não pode ser fechado por quem o escalou. Cada mudança de estado fica na auditoria de casos com o autor e a hora.
- Analisa uma vez. O que já foi analisado de cada pregão fica registrado com a versão de cada regra. Reproduzir não regera caso; regra nova ou mudada deixa o pregão pendente, e só a reanálise explícita o refaz.
- O relatório da BSM pronto para enviar. O arquivo REGISTRO_ALERTASSOO do Manual de Layout da BSM (MC²D, layout 3.5.1) sai direto do menu Surveillance: os alertas do período, uma linha por cliente, com o registro da análise de cada caso — conclusão, risco, comunicações —, o inciso do art. 2º da Resolução CVM 62 e a próxima entrega já calculada. Em CSV ou TXT, codificado em ANSI como o manual aceita, e conferido campo a campo antes de baixar: o que falta aparece antes de virar devolução.
- O momento, em arquivo. Qualquer instante do replay vira um export: o livro inteiro naquele milissegundo, os negócios da janela que termina nele, as alocações desses negócios e os casos de surveillance — em Excel, PDF, CSV ou no formato original da bolsa (o livro naquele instante seguido das mensagens como foram capturadas).
- Pergunte, em português. O assistente responde sobre casos, participantes, regras e o guia com os dados que você vê, explica por que um caso virou caso, prepara decisões, análises, regras e relatórios — e só executa com o seu Confirmar.
- Regras criadas e ajustadas na hora. O catálogo é editado na própria tela: crie uma regra nova a partir de um tipo (spoofing, layering, mesmo comitente, mesmo grupo) ou duplique uma existente e mude os números — múltiplo da quantidade média, fração do lado, níveis, janela, tempo até o cancelamento, persistência. Salvar valida, grava e recarrega os motores: nada recompila, nada reinicia. Regra nova ou mudada ganha versão, deixa os pregões já analisados pendentes e a reanálise explícita os refaz com os números novos.
- Metodologias sob demanda. Uma tipologia que o guia não descreve, ou que a sua instituição lê de outro jeito, é construída com a sua equipe: do padrão em palavras às etapas verificáveis sobre o livro, com parâmetros citados, teste sintético que prova o disparo e versão registrada. Nada de módulo à parte: é uma regra do catálogo, revisada na mesma fila. Veja o método.
- Filtros próprios de quem opera. Além do catálogo do guia, destaques e limiares pessoais no livro e na fita — quantidade acima de tanto, taxa fora de uma faixa, uma instituição a vigiar — com bandeira na linha e registro na auditoria de alertas.





O Guia de Alertas da BSM, parâmetro por parâmetro
A detecção segue o Guia de Alertas da BSM (versão 3.0, agosto de 2026). O guia descreve cada tipologia como um ciclo de etapas e deixa ao participante a escolha dos limites, dentro de uma abordagem baseada em risco (Aspectos gerais, p. 14). O Prisma implementa as etapas como condições verificáveis sobre o livro e mantém, para cada parâmetro, a citação do trecho e da página de onde o critério vem.
| Tipologia | Guia | Etapas verificadas pelo motor | Quem é o sujeito |
|---|---|---|---|
| Layering (LAY) | cap. 3, pp. 44–55 | (1) duas ou mais camadas num lado, inseridas ou melhoradas até o 3º nível de preço, melhorando o topo; (2) reação do mercado: outro participante iguala ou melhora a camada; (3) negócio do participante no lado oposto a preço melhor que o topo anterior; (4) cancelamento ou piora das camadas em intervalo menor que o tempo típico entre negócios do ativo. | participante (282; 288/289 no negócio) |
| Spoofing (SPO) | cap. 4, pp. 57–62 | (1) oferta expressiva até o 3º nível: ao menos 5 vezes a quantidade média das ofertas do ativo e 25% da profundidade do lado; (2) reação do mercado; (3) negócio no lado oposto a preço melhor que o topo anterior; (4) cancelamento ou piora da oferta em intervalo menor que o tempo típico entre negócios. O caso traz o resultado potencial da operação. | participante |
| Mesmo comitente (OMC) | cap. 7, pp. 81–87 | comprador e vendedor com o mesmo código; com a pós-negociação do iMERCADO, o mesmo comitente final nas duas alocações (7.1), inclusive entre participantes diferentes. Indícios de intenção do item 7.2.b: oscilação de preço, atrair mercado e negócio em leilão. | participante; com a alocação, o comitente final (CPF/CNPJ do cadastro, quando conhecido) |
| Mesmo grupo (OMG) | cap. 8, pp. 89–93 | pontas com códigos diferentes do mesmo grupo econômico, pela tabela de relacionados que o participante mantém (p. 90). | grupo |
| Regras da instituição | fora do guia | composição das mesmas etapas (ordens, topo, negócio, reação, cancelamento, negócio consigo) com números próprios, chave por participante, mesa ou operador; olham só as ordens e os negócios da instituição que as cadastrou. | participante, mesa ou operador |
A origem de cada parâmetro
Cada parâmetro de cada regra é classificado e citado. O guia não fixa números; os valores de fábrica são o ponto de partida da abordagem baseada em risco, e a tela diz, ao lado de cada um, o que é do guia e o que é escolha de quem calibra.
- definição o guia descreve o critério; o número é o ponto de partida. Exemplo: "oferta de tamanho desproporcional" (p. 57) com o benchmark de quantidade média das ofertas (p. 60).
- calibração o guia manda o participante escolher: materialidade e nível do caso (p. 14), recorrência (p. 13), periodicidade dos benchmarks (p. 14), janela do ciclo (pp. 51 e 60).
- operação não interfere na detecção: a fila que recebe o caso.
Na regra de spoofing, por exemplo, são 15 parâmetros: 5 de definição, 9 de calibração e 1 de operação. Um teste automatizado abre o texto paginado do guia e confere, para os parâmetros das tipologias do guia, que o trecho citado está na página indicada.

O score e a estatística do instrumento
O score ordena a fila de revisão. Não altera o nível do caso, que é fixo por regra, e não conclui nada.
- Desvio do normal do instrumento. z robusto = (x − mediana) / (1,4826 · MAD), contra a distribuição do próprio ativo: quantidade das ofertas no spoofing, tempo entre negócios no layering. Teto em 6: além disso o desvio não acrescenta convicção e um ativo ilíquido não domina a fila.
- Benchmarks. Medidos do próprio pregão e dos 5 pregões anteriores, por ativo e por hora, com mínimo de 20 amostras. O tempo entre negócios é a mediana dos intervalos. Quando mais da metade das amostras é igual (lote padrão) e o MAD é zero, o desvio usa 1,2533 vezes o desvio médio absoluto (Iglewicz e Hoaglin).
- Sem base estatística. Com menos amostras que o mínimo, o termo de desvio sai da conta e os outros dois pesos são renormalizados. O caso diz isso.
- Persistência e recorrência (p. 13). Camadas no layering; episódios repetidos pelo mesmo participante no mesmo ativo dentro da janela de recorrência, que fundem no caso aberto; negócios consigo repetidos no OMC.
- Pesos de fábrica. 0,3 · 0,5 · 0,2 no spoofing e no layering; 0,5 · 0,3 · 0,2 no OMC e no OMG. Calibráveis por regra.
Cada caso grava a conta por extenso e o retrato da métrica no instante do disparo: valor, mediana, média, desvio padrão, MAD, p90, p99, percentil e os dois z. A tela mostra a régua da distribuição com o caso marcado.

Análise única, versionada e reproduzível
O que já foi analisado de cada pregão fica registrado em faixas de tempo de mercado, com a versão de cada regra. Reproduzir um dia já analisado não gera caso de novo.
A versão é um hash dos parâmetros da regra e da versão do motor de detecção. Mudar um número ou o código que decide o que é caso deixa os pregões analisados pendentes, e a tela pergunta se devem ser reanalisados.
A reanálise roda num motor isolado, sobre o arquivo bruto do pregão. Casos reencontrados mantêm o identificador (determinístico: regra, pregão, ativo e evento de origem) e herdam a revisão já feita; os não reencontrados ficam marcados como superados, não são apagados.
Estados de revisão com segregação: o analista revisa e escala; quem decide confirma ou descarta; o caso escalado sobe pela hierarquia cadastrada, até dois níveis. O registro da análise (análise realizada, conclusão, risco, comunicações à administração e ao regulador) alimenta o arquivo REGISTRO_ALERTASSOO do Manual de Layout da BSM, layout 3.5.1, com o inciso do art. 2º da Resolução CVM 62: inciso I para spoofing e layering, incisos I e II para operações de mesmo comitente e de mesmo grupo.
Metodologias construídas para a sua supervisão
As quatro tipologias do guia são o começo, não o limite. O motor de regras é declarativo: uma metodologia é uma composição de etapas verificáveis sobre o livro — ordens, topo que andou, negócio, reação do mercado, cancelamento, negócio consigo, alocação — com chave por participante, mesa, operador ou comitente, números próprios e um score aberto. É assim que uma leitura particular do mercado, ou um padrão que o guia ainda não descreve, vira detecção com a mesma rastreabilidade das tipologias da BSM. O trabalho é feito com a sua equipe, em cinco passos:
Partimos do que a sua supervisão já sabe: o padrão em palavras, os casos que viu, os ofícios que respondeu. Escrevemos juntos o que é o ciclo — o que acontece antes, o que o mercado faz, o que o participante faz depois — e o que o separa do uso legítimo.
Cada passo do ciclo vira uma etapa do catálogo, com a janela, a chave do sujeito e os parâmetros que a tornam objetiva. Quando a etapa não existe, ela é acrescentada ao motor com teste próprio e entra na versão da regra.
Um pregão sintético com o padrão plantado — e o par de controle, sem ele — mostra que a metodologia dispara onde deve e cala onde não deve. O teste fica na suíte: a afirmação é conferida por máquina a cada mudança.
Os limites são medidos contra os pregões capturados (benchmarks por ativo e por hora, quantos casos por dia, quantos descartados por quê), documentados com a origem de cada número e gravados com versão. Regra nova deixa os pregões analisados pendentes: a reanálise diz o efeito no histórico.
A metodologia entra na mesma fila, com o mesmo passo a passo de evidência, o mesmo recorte no livro, o mesmo registro da análise e o mesmo arquivo REGISTRO_ALERTASSOO. Quem revisa não precisa aprender outra tela; quem audita encontra a versão que produziu cada caso.
Prazos típicos: uma metodologia feita só de etapas que já existem fica pronta em dias; uma que exige etapa nova no motor, em semanas, com a prova incluída. O catálogo continua seu: a regra pode ser duplicada, ajustada, desligada e reanalisada na própria tela.
Como calibrar, e como documentar a calibração
A calibração é decisão do participante, como o guia determina; os critérios e as métricas escolhidos devem ser descritos, justificados e adequados a cada realidade (p. 14). O Prisma dá o instrumento para fazer isso de forma reproduzível: o parâmetro tem origem citada, a alteração gera versão, a versão vai para a trilha e o efeito se mede reanalisando o histórico capturado.
| Parâmetro (spoofing) | Fábrica | O que mede | Origem |
|---|---|---|---|
fatorQtdMedia | 5× | múltiplo da quantidade média das ofertas do ativo para a oferta ser expressiva | definição p. 60 |
fracaoRelevanteDoLado | 25% | fatia mínima da profundidade do lado; vale sozinha enquanto não há média | definição p. 60 |
niveisTopo | 3 | o que são "os primeiros níveis de preço"; depende da profundidade do livro do ativo | definição pp. 60–61 |
exigirReacao | sim | a reação do mercado como etapa obrigatória do ciclo | definição p. 59 |
fatorTempoEntreNegocios | 1,0 | a oferta durou pouco se viveu menos que este fator vezes o tempo típico entre negócios | definição p. 61 |
tetoLifetimeMs | 15 s | limite de duração usado só enquanto o ativo não tem benchmark de tempo | calibração p. 14 |
janelaMs | 60 s | até quando uma oferta removida ainda entra num ciclo | calibração p. 60 |
cooldownMs / duracaoMaxMs | 30 s / 300 s | janela de recorrência dentro do caso e duração máxima de um caso | calibração p. 13 |
minimoDeAmostras | 20 | amostras do benchmark antes de ele valer | calibração p. 14 |
level, pesos do score | CRITICAL; 0,3 · 0,5 · 0,2 | materialidade e ordenação da fila | calibração pp. 13–14 |
Os valores de fábrica cobrem os exemplos do guia (no spoofing, 100.000 contra a média de 7.500, p. 60; no layering, 1,674 s contra 3 s entre negócios, p. 53) e um livro de renda fixa com poucos níveis.
Ativos de lote padrão, livros rasos ou muito profundos e janelas de leilão pedem números diferentes. Os benchmarks são medidos por ativo e por hora; a regra pode ser duplicada para um conjunto de ativos com números próprios, e a instituição pode cadastrar regras suas sem tocar nas da plataforma.
Salvar o catálogo valida a regra, recalcula a versão e lista os pregões que a versão nova ainda não analisou. Nada é reprocessado sem pedido.
A reanálise refaz os pregões escolhidos com os números novos e informa quantos casos foram encontrados e quantos foram superados. Os casos anteriores continuam consultáveis, com a versão que os gerou e a revisão que receberam.
Cada gravação do catálogo entra na trilha de acesso com o autor, a hora e a versão de cada regra; cada caso guarda a versão que o produziu. A justificativa da calibração tem onde se apoiar: o parâmetro, o trecho do guia e o resultado da reanálise.


Três padrões vistos de dentro
Três casos abertos no recorte, como quem os revisa vê — e cada print deste site abre ampliado ao clique, no tamanho em que a tela é lida. Os participantes aparecem com nomes genéricos — Banco A, Corretora B, Asset C —; o resto é o dado como ele é.

Uma venda de 7,24 milhões no nível 2, 215× a quantidade média do papel; o mercado reage, o mesmo participante compra do lado oposto a um preço melhor, e a oferta é cancelada 2,2 s depois. Score 0,90, com cada condição do guia marcada.

Camadas de compra inseridas nível a nível, melhorando o topo; a venda do lado oposto; e as camadas saindo em seguida. O recorte lista cada camada com OrderID, ClOrdID, mesa e operador, e o mapa mostra a escada se formando.

A mesma gestora compra e vende, por mesas e operadores diferentes — e o RTC aloca as duas pontas ao mesmo fundo. É o caso que só o fluxo inteiro revela: a tela põe lado a lado o negócio do market data, os dois fills do Drop Copy (mesa, operador, ClOrdID, OrderID) e as alocações do iMERCADO.
O normal de cada participante, aprendido pregão a pregão
As regras do guia perguntam se um comportamento corresponde a uma tipologia. Os perfis perguntam outra coisa: se ele é normal para quem o praticou. Um trader que costuma enviar 40 ofertas por hora e enviou 900, uma mesa cuja razão entre ordens e negócios passou de 3 para 60, um cliente que costuma operar 10 mil e operou 2 milhões: nada disso precisa corresponder a uma tipologia para justificar análise. A plataforma aprende o comportamento de cada entidade a partir do histórico capturado e aponta, no pregão e no dia em curso, quem se afastou dele.
| Estado de validação | Componente | O que sustenta |
|---|---|---|
| Em operação | Regras do Guia de Alertas da BSM, evidência no arquivo bruto, arquivo REGISTRO_ALERTASSOO, trilha de auditoria | Cada parâmetro citado na página do guia, conferido por teste; layout conferido contra o Manual de Layout da BSM e a RCVM 62. Exercitado contra simuladores e os dicionários publicados pela B3; ainda não contra o ambiente de produção do participante. |
| Experimental | Perfis de comportamento, descolamento da curva, correlação entre ativos, floresta de isolamento | Método documentado e testado com dados sintéticos de propriedades conhecidas, inclusive a taxa de falso positivo. Os limiares só se calibram com histórico real; até lá, são ordenação para revisão e contexto do caso, e não abrem caso. |
| Planejado | Medida de associação entre o contexto e os casos; modelo supervisionado sobre decisões | Depende de casos decididos em volume (o mínimo é de 30 confirmados e 30 descartados no período). Com menos, a plataforma informa "insuficiente" em vez de um número. |
| Quebra | Fonte | Métricas por pregão |
|---|---|---|
| Instituição | market data (282; 288/289 no negócio) | ofertas, alterações, cancelamentos, execuções, volume, tamanho médio, mediano e p90 das ofertas, pico de ofertas por segundo, razão ordens/negócios, taxa de cancelamento, papéis operados e distribuição das ofertas por hora |
| Mesa | Drop Copy (448, papel 58) | |
| Trader | Drop Copy (448, papel 36) | |
| Papel | market data | as mesmas métricas, do ativo como um todo |
| Cliente | pós-negociação iMERCADO (comitente final) | execuções, volume, tamanho médio e papéis. O comitente só existe na alocação: ordens não executadas não têm cliente |
Aprendizado do perfil
- Cada pregão capturado é reproduzido inteiro, num motor isolado, e a fotografia de cada entidade é gravada. Só pregão completo vira história: um replay parcial nunca entra no normal.
- O normal de cada métrica é a mediana dos K pregões anteriores (20 por padrão), com a dispersão medida pelo MAD. Estatística robusta: um dia atípico no meio da história não desloca o normal.
- A dispersão de cada entidade é moderada pela dispersão relativa típica da quebra (moderação de variância), e o desvio é avaliado sob a t de Student: com poucos pregões, a escala estimada é incerta.
- Controle de falsas descobertas: uma consulta testa centenas de entidades em várias métricas; só é "fora do normal" o desvio que passa no procedimento de Benjamini–Hochberg a 5 %. Em teste com 200 entidades de puro ruído, nenhuma é marcada.
- Encolhimento hierárquico: a entidade com menos de 5 pregões de história tem o normal misturado ao da população da mesma quebra, na proporção da história que tem. O trader novo não gera alerta por falta de passado.
- Sem olhar o futuro: o perfil de um pregão usa apenas os pregões anteriores a ele.
- No dia em curso, as contagens do normal são reduzidas à fração do pregão já decorrida, pelo perfil horário da própria entidade. Comparar as ofertas das 11h com o dia inteiro diria sempre "abaixo do normal".
Machine learning: floresta de isolamento
- Detecção de anomalias não supervisionada (Liu, Ting e Zhou, 2008) sobre o vetor diário de cada entidade: as métricas do pregão em conjunto, e não uma a uma.
- O modelo é treinado por quebra sobre os vetores da história e pontua o pregão analisado de 0 a 1. Perto de 0,5 é comportamento comum; valores altos indicam combinação rara (por exemplo, volume normal com pico por segundo e cancelamentos fora do padrão ao mesmo tempo). O corte usado hoje é provisório, até a calibração com histórico real.
- Determinístico: a mesma história e a mesma semente produzem a mesma pontuação, o que permite reproduzir qualquer resultado.
- Explicável: ao lado da pontuação, cada métrica traz o valor do pregão, o normal da entidade e o z robusto, de modo que a razão da raridade fica legível.
- Segunda opinião: o modelo ordena a análise e não abre caso. A decisão permanece com as regras auditáveis do guia e com quem revisa.
Quebras combinadas
- Além das quebras simples, quatro combinações têm normal próprio: a instituição em cada papel, o trader em cada papel, o trader com cada cliente e o cliente em cada papel.
- As demais combinações ficam de fora de propósito: repetem uma quebra simples (o trader pertence a uma mesa e a uma instituição) ou não têm história suficiente para um normal, e cada combinação a mais multiplica os testes.
- Um trader pode estar dentro do normal no total e fora dele num papel específico; é na combinação que isso aparece.
- As execuções de mesa e trader são atribuídas pelo Drop Copy (o identificador do negócio em cada ponta), e o comitente pela alocação do iMERCADO.
Descolamento da curva de juros
- Para títulos públicos, o método principal: a cada 5 minutos, o movimento da taxa de cada título é comparado com o que os demais títulos da mesma curva (prefixada, real, LFT) indicam no mesmo instante, por regressão contra o log do prazo.
- O resíduo somado em 1 hora é comparado com o do mesmo título nos pregões anteriores. O descolamento é reportado em pontos-base, com o sentido (pressão compradora ou vendedora) e quem comprou e vendeu o título na janela.
- Ajuste em passadas: o título que descolou sai da referência dos demais, para não contaminar a curva dos vizinhos. Com só dois títulos na curva, a plataforma informa que não é possível separar qual dos dois se moveu.
Correlação entre os ativos (complemento)
- A correlação dos retornos de 5 minutos de cada par é comparada com a do mesmo par nos pregões anteriores (escala de Fisher), e uma janela móvel de 1 hora localiza quando ela subiu ou caiu.
- Os limiares crescem com o número de testes (Bonferroni sobre pares e janelas) e o evento exige 15 minutos sustentados. Em teste com 20 pregões de papéis independentes, nenhum evento é gerado.
- Cada evento informa o papel que se moveu, o volume e os participantes que negociaram os dois papéis na janela.
Contexto do caso
- Cada caso de surveillance traz, ao lado da regra, o contexto da janela dele: o título descolou da curva, a correlação do papel saiu do normal, a instituição estava fora do perfil no dia ou naquele papel.
- O contexto informa quem analisa o caso; não altera o score, não abre nem fecha caso.
- A medida de quanto o contexto separa casos confirmados de descartados só é publicada com decisões em volume suficiente.
Assistente e relatórios
- O assistente consulta os perfis e as séries de cada entidade ("quem está fora do normal hoje?", "o trader X está normal?") com a sessão de quem pergunta: o recorte por instituição vale para os perfis.
- Relatórios em Excel, CSV ou PDF gerados por pedido em português: casos, contagens, perfis, séries e casos simultâneos. A tabela é montada pelo servidor a partir das mesmas consultas da tela; o modelo de linguagem escolhe a fonte e os filtros, não os números.
- O arquivo REGISTRO_ALERTASSOO da BSM continua sendo gerado pela rotina própria, conferida contra o manual.
- Cada relatório gerado e cada aprendizado pedido ficam na trilha de acesso.
Governança da IA
- O modelo de linguagem do assistente (Claude ou OpenAI) é escolhido por quem instala; sem chave configurada, nenhum dado sai do ambiente. A estatística dos perfis e a floresta de isolamento rodam dentro da plataforma, sem serviço externo.
- O assistente não decide caso, não altera regra e só executa ação com confirmação explícita; a trava é do código.
- Linguagem de compliance no sistema: "padrão compatível", "fora do normal da entidade", nunca afirmação de ilícito.
- Próxima etapa: um modelo supervisionado treinado nas decisões já tomadas (padrão confirmado ou descartado) para reordenar a fila. Só entra quando houver decisões em volume suficiente para medir ganho.

Pergunte em português. Ele consulta, explica e prepara — você decide.
Um chat ao lado da tela, com modelo de linguagem e dezesseis ferramentas que leem os mesmos dados que você vê, e nada além deles. "Quais os spoofings do Banco A esta semana?", "por que este caso virou caso?", "quem mais aparece hoje?", "o que o guia diz sobre oferta expressiva?". A resposta chega escrevendo, com os passos à vista, a fonte de cada número e atalhos que abrem o caso, o Replayer no instante, o mapa, a regra e a página do guia.

- Consultas. Casos por regra, participante, papel, período e estado; quem mais aparece e em quê; a vida de uma ordem ou de um negócio; o catálogo de regras com os parâmetros em vigor e o que cada um significa; o Guia de Alertas da BSM, citado com a página. Listas viram tabelas que se copiam para o Excel; contagens viram gráficos.
- Análise de caso. "Por que virou caso?" traz a explicação do motor, as evidências passo a passo, a conta do score e a estatística do papel — mediana, MAD, percentil, quantas vezes a mediana —, no roteiro do guia: o que a regra procura, o que reforça e o que enfraquece o indício, o que conferir antes de decidir.
- Decisão e confirmação de padrão. "Descarte estes dois", "ponha em análise", "escale", "confirme o padrão": ele prepara um cartão com o que vai acontecer, caso a caso, e só o seu Confirmar executa — pelas mesmas rotas da tela, com a sua permissão, os quatro olhos e a escalada. Ele nunca age sozinho.
- Registro da análise. Escreva a análise e a conclusão com ele, classifique o risco e grave o registro que o arquivo da BSM pede — depois de conferir no cartão.
- Criação de regras. Descreva o padrão em palavras ("spoofing para ofertas dez vezes a média canceladas em até 10 segundos") e ele abre o assistente de regras preenchido. Nada é salvo antes de você olhar.
- Relatórios. O arquivo REGISTRO_ALERTASSOO da BSM para um período ou para os casos escolhidos, o relatório de casos simultâneos, a situação dos pregões analisados, a reanálise com o catálogo novo — e a conversa inteira em Markdown, para anexar ao caso.
- Com os seus dados, e só eles. Cada ferramenta chama a tela com a sua sessão: o recorte por instituição e as permissões do papel são os mesmos. O que está na tela vai junto da pergunta ("este caso", "hoje"). Claude ou OpenAI, à escolha de quem instala; cada pergunta fica na trilha de acesso. Alerta não é veredito — e o assistente diz isso.


Market Data, Drop Copy e RTC: a vida toda da ordem, até a alocação
A plataforma contempla as três pontas do ciclo de uma ordem na B3 — o que o mercado viu, o que a corretora recebeu e o que foi alocado na pós-negociação. Como as três são gravadas byte a byte e casadas pelas chaves do próprio protocolo, uma ordem pode ser seguida do primeiro milissegundo no livro até o comitente final que ficou com o negócio.
A ordem no livro
O feed público da B3: cada inserção, alteração e cancelamento, com a posição que a ordem ocupa, e cada negócio com as duas pontas. É o que o mercado inteiro viu.
37 OrderID · 282 · 1003 TradeIDA ordem de quem mandou
Cada passo da ordem: quem enviou, mesa, operador, conta, cada aceite, alteração, execução e cancelamento — a cadeia inteira, casada ao livro pelo 37 e pelo 198.
Por conta de quem foi
A pós-negociação do RTC pelo iMERCADO: cada alocação do negócio, com participante, comitente final, quantidade, preço e liquidação. É a única fonte que diz para quem o negócio foi.
NumOpNegc · CodPart · CodInvestIdentfdNa tela: o drill-down de uma ordem mostra a cadeia do Drop Copy ao lado do que o market data publicou; o de um negócio mostra agressor, impacto no topo, as duas pontas com mesa e operador e as alocações do RTC. E o surveillance usa as três camadas — é assim que um caso de mesmo comitente (OMC) nasce da alocação, e não só do livro.
Controles de acesso, trilha verificável e evidência preservada
Os controles abaixo descrevem o comportamento da versão atual, conferido pela suíte de testes da plataforma. Ao final, o que ainda está em evolução.
Autenticação
- Senhas armazenadas como PBKDF2-HMAC-SHA256 com 600.000 iterações e sal aleatório de 16 bytes por usuário; comparação em tempo constante. Nenhuma senha é gravada nem trafega para logs.
- Política de senha que recusa sequências, repetições, termos óbvios e senhas que contenham o usuário ou a instituição; sem troca periódica forçada.
- Senha provisória com troca obrigatória no primeiro acesso; convite de uso único, válido por 7 dias, do qual o servidor guarda só o hash.
- Bloqueio progressivo após 5 tentativas erradas, de 30 segundos a 15 minutos.
- Sessão por token aleatório de 32 bytes; o servidor guarda apenas o SHA-256. Expira por inatividade (12 horas, configurável). Cookie
HttpOnly,SameSite=StricteSecuresob TLS. - Pedido de conta aprovado em dois níveis (administrador da instituição e da plataforma), por pessoas diferentes.
Autorização e segregação
- Seis papéis e catorze permissões numa tabela única de rotas, verificada antes de a rota executar. O papel vale do cadastro atual, não do momento do login.
- Segregação de funções: o analista revisa e escala; o supervisor decide; o auditor tem leitura de casos, auditoria e trilha; o administrador cuida dos usuários da própria instituição.
- Recorte por instituição aplicado no servidor e no motor de reprodução: ordens de terceiros chegam sem dono, mesa ou operador; negócios entre terceiros, sem as partes.
- Quatro olhos no caso escalado: quem escalou não fecha. Escalada pela hierarquia cadastrada, com o caso atribuído a uma pessoa.
- Acesso em nome de outro usuário restrito ao root e ao administrador da instituição, registrado no início e no fim.
Trilhas de auditoria
- Trilha de acesso em arquivo diário, com cada linha encadeada à anterior por SHA-256.
tmr trilha verificarrefaz a corrente e aponta a primeira linha alterada, removida ou trocada. - Registra: login com IP, tentativas recusadas, logout, criação e alteração de usuários e instituições, convites, aprovações, acesso em nome de outro, alterações do catálogo de regras com a versão de cada regra, pedidos de reanálise, exportações, uploads e perguntas ao assistente.
- Auditoria de casos em arquivo diário com gravação sincronizada em disco: o disparo de cada caso, cada mudança de estado com autor, e cada registro de análise.
- Consulta pela tela, por período, com recorte da instituição de quem consulta.
Armazenamento de evidências
- Captura antes da interpretação: a mensagem como chegou da bolsa, com a hora de recepção, num arquivo por pregão que só cresce. Um único gravador por dia.
- As credenciais de conexão com a bolsa vêm do ambiente do servidor, nunca de arquivo de configuração, e a senha é mascarada no que fica gravado.
- Índice de 32 bytes por evento com deslocamento e tamanho no arquivo bruto; a reindexação é determinística, conferida por SHA-256 na suíte de testes.
- Cada evidência de um caso aponta o deslocamento da mensagem no arquivo bruto e a tela reabre a mensagem original.
- Conformidade com os dicionários publicados pela B3 conferida por
tmr check, que serve de porta em automação. - Casos em MySQL 8.4 com identificador determinístico; a revisão é o que se altera, e o caso superado por uma reanálise fica preservado.
Relatórios
- REGISTRO_ALERTASSOO (Manual de Layout da BSM, layout 3.5.1) por período, pela busca ou por casos escolhidos, com prévia do que falta preencher e o calendário de entrega.
- Exportação do momento: o livro no instante, os negócios da janela, as alocações e os casos, em Excel, PDF, CSV ou no formato original da bolsa.
- Casos simultâneos do mesmo participante em ativos diferentes, métricas do motor e a conversa com o assistente em Markdown.
- As exportações geradas pelo servidor (arquivo da BSM, momento, simultâneos, conversa) são registradas na trilha de acesso.
Ambiente
- Containers Docker Compose: banco MySQL 8.4, a aplicação (.NET 10, um executável) e o daemon de captura, com os dados num volume persistente.
- TLS terminado em proxy reverso à frente da aplicação; cabeçalhos
nosniff,X-Frame-OptionseReferrer-Policyem toda resposta. - Conexões de saída só para as bolsas e, se configurado, o provedor do assistente. Sem telemetria.
- Funcionalidades que alteram dados de captura (upload, troca de pasta, reinjeção) desligadas ou restritas à própria máquina por configuração.
Infraestrutura de referência
| Perfil | CPU | Memória | Disco | Uso |
|---|---|---|---|---|
| Avaliação | 4 vCPU | 8 GB | SSD 200 GB | um mercado, pregões de até 2 milhões de mensagens, poucos usuários simultâneos |
| Produção | 8 vCPU | 32 GB | SSD NVMe 1–2 TB | B3 e A5X, market data e Drop Copy capturados todos os dias, equipe de supervisão concorrente; MySQL pode ficar em servidor dedicado |
Medições de referência, em pregões sintéticos: um pregão de 200 mil eventos ocupa cerca de 160 MB de arquivo bruto (market data e Drop Copy) e 60 a 110 MB de índice; um de 400 mil, cerca de 350 MB. Abrir um pregão de 2 milhões de eventos leva 48 ms e 8 MB de memória; a reprodução corre a 75 mil mensagens por segundo. Em repouso, a aplicação usa cerca de 240 MB e o banco cerca de 570 MB. O dimensionamento deve ser confirmado com o volume real de cada instituição.
Em evolução
Segundo fator de autenticação; limite de tentativas de login por endereço de origem; política de retenção configurável para trilhas e casos; hash de conteúdo do arquivo bruto no fechamento de cada pregão; assinatura dos arquivos exportados.
O livro como ele foi, no instante que você quiser
Histórico ou tempo real, dia inteiro ou um segundo. A régua é sempre o pregão, das 9 às 18; o relógio anda na velocidade que se pedir; e nada entra à frente do que o mercado publicou.
- Livro por ordem, por instituição ou por preço. O MBO completo, com o
290tratado como a posição que a ordem passa a ocupar — não como chave de ordenação. Em renda fixa o livro é em taxa, e a tela sabe disso. - O livro com riqueza de detalhes. Cada linha diz quem é: a instituição vem do market data e, casando a cadeia do Drop Copy, a mesa, o operador e o número da ordem na corretora. Escolha o que identifica a ordem; abra o drill-down e veja a ficha completa, as execuções e, no negócio, a alocação com o número do negócio e o comitente final.
- Destaque clicando em qualquer pedaço da linha. Instituição, mesa, operador, ClOrdID, OrderID, quantidade ou taxa: cada valor clicado ganha uma cor e uma ficha, e todas as ordens com aquele valor acendem no livro, na fita e na linha do tempo. "Só as destacadas" esconde o resto, e cada ordem mantém a posição que tem no livro inteiro.
- Filtros do livro. Faixa de taxa, quantidade mínima com operador (
>,≥,<), lado, busca por OrderID, ClOrdID, operador, quantidade ou taxa, níveis de profundidade por lado e os totais de compra e de venda — com quanto o filtrado representa do livro. - Drill-down da ordem e do negócio. A vida inteira da ordem como o Drop Copy contou; o negócio com as duas pontas, agressor, impacto no topo e as alocações do iMERCADO — o comitente final.
- Tempo real com memória. Ao vivo o cache em memória permite voltar no tempo sem perder a conexão; antes do cache, a gravação do dia responde. Pausar, voltar e seguir a borda do feed.
- As mensagens ao vivo. O que o motor está aplicando naquele momento, market data e Drop Copy lado a lado, como veio da bolsa.



O dia inteiro numa imagem, e o caso dentro dela
Três painéis, um cursor: a profundidade no instante, o topo do livro e os negócios ao longo do tempo, e a pressão do livro. Com um caso aberto, o roteiro do padrão é desenhado por cima — a oferta artificial como uma barra na taxa dela, cada evidência numerada, o antes e o depois.

Entenda o problema do seu cliente em minutos, não em dias
Quem atende o cliente convive com perguntas que exigem reconstruir o passado: por que não executou, por que saiu a esse preço, para quem foi alocado. Hoje isso vira chamado para a tecnologia, planilha de log e dias de espera. Com o pregão gravado e reproduzível, a resposta está na tela — com evidência — enquanto o cliente ainda está na linha.
Fidelidade antes de tudo
Cada escolha de arquitetura responde a uma pergunta: o que se vê é mesmo o que o mercado publicou? É por isso que o raw manda, que o replay e o ao vivo passam pelo mesmo código, e que todo número da tela sabe dizer de onde saiu.
Gravamos o que chegou da bolsa antes de interpretar, não depois. Quem grava a própria cópia interpretada grava o que entendeu, e a dúvida de amanhã é justamente sobre o que a bolsa mandou.
Registros fixos de 32 bytes, com offset e tamanho no raw, mapeados em memória e com busca binária por tempo. Reindexar é idempotente, conferido por hash. As cadeias do Drop Copy, os fills e as alocações têm tabelas de chaves ordenadas em disco: abrir um dia de 2 milhões de eventos leva 48 ms e 8 MB de memória.
O replay do arquivo e o feed ao vivo passam pela mesma função. É o que garante que o que se viu ao vivo é o que se verá reproduzindo o arquivo daquele dia — e que todo recurso novo vale nas duas fontes.
Cada ordem entra, sai e muda de lugar na fila exatamente como a bolsa mandou. O livro é um só para as duas bolsas: na B3 a posição vem no feed, na A5X vale preço e tempo.
O Guia de Alertas da BSM fica no repositório, paginado. Cada parâmetro cita capítulo, página e trecho, e um teste abre a página citada e procura o trecho. Parâmetro sem fonte não entra.
Um comando separa o custo de ler, interpretar, aplicar e voltar no tempo. Foi medindo que um dia de 20 milhões de mensagens passou a ser refeito em minutos.
Alerta não é veredito. A plataforma mostra o padrão compatível com o guia, os números em vigor e a citação; quem decide é a pessoa, e a decisão fica na trilha.
Tudo o que gira em volta do livro
Cadastros de quem opera, alocações de quem é o cliente final, a mesa de negociação simulada, as conexões com a bolsa e o controle de acesso por papéis — na mesma tela, sem trocar de página, porque trocar de página derrubaria o feed.




Seis papéis, uma tabela de rotas
A permissão de cada rota é conferida antes de a rota rodar. Quem não é da bolsa vê só a própria instituição.
Convite pelo WhatsApp
O administrador faz o cadastro prévio e manda um link pelo WhatsApp, com a mensagem pronta. A pessoa abre, cria a própria senha e já entra. O link é de uso único, vale 7 dias e só o hash dele fica guardado.
Cada instituição no seu recorte
Sobre os mesmos dados que a BSM vê, a instituição enxerga só o que é dela: o livro e a fita do mercado, mas só as próprias ordens identificadas, só o Drop Copy dela, os casos dela e as regras que ela mesma cadastra.
Aprovação em níveis
O pedido de conta passa pelo admin da instituição e depois pela administração da plataforma, com quatro olhos: quem aprova um nível não aprova o outro.
Por que isto e não um gravador qualquer
Reproduz, não resume
Não é um gráfico de preço: é o livro inteiro, ordem a ordem, no milissegundo em que cada coisa aconteceu — e a prova está no byte do raw.
Ao vivo e no arquivo, a mesma coisa
Um só caminho de aplicação. O caso que nasce ao vivo é o mesmo que nasce reproduzindo o arquivo daquele dia.
Regras que você ajusta
Crie e calibre regras na tela, com parâmetros do guia ou seus, e reanalise o histórico com a versão nova — sem recompilar nem reiniciar.
Relatório da BSM em um clique
O arquivo do Manual de Layout da BSM (MC²D) com os alertas e as análises do período, conferido campo a campo, em ANSI ou TXT — pronto para a entrega mensal.
Explica, e cita a fonte
Score aberto, parâmetro com capítulo e página, evidência com offset. Nenhum número da tela é opaco.
Pensado para o volume
Índices e chaves em disco, checkpoints compactos, parser sem alocação. Um dia de 20 milhões de mensagens abre em 47 ms.
Multi-bolsa
B3 e A5X no mesmo livro, na mesma reprodução e no mesmo motor de regras. Uma bolsa nova entra com o tradutor dela.
IA com governança
Estatística robusta que aprende o normal de cada ativo, e um assistente que consulta com a permissão de quem pergunta e só age com confirmação.
Simples de operar
Um executável, um compose, uma tela servida pelo processo e sem build de frontend. Tema, cores e preferências por usuário.
Entre e reproduza um pregão
Peça sua conta: aprovado o pedido, você entra como operador, com o Replayer liberado. Para revisar casos ou administrar cadastros, um admin da sua instituição promove a conta.