prismaReplay · Surveillance · Suporte · Trading
Surveillance · Replay · Suporte · Trading

Supervisão de mercado com a evidência junto.

O Prisma aplica as tipologias do Guia de Alertas da BSM sobre o livro de ofertas reconstruído ordem a ordem, a partir do que cada bolsa publicou, gravado byte a byte. B3 e A5X passam pelo mesmo motor. Cada caso traz o critério do guia com capítulo e página, os parâmetros em vigor e a versão deles, a estatística do instrumento e a posição de cada evidência no arquivo bruto. A decisão é de quem revisa, com segregação de funções, escalada e o registro que a BSM pede.

O pedido de conta passa por aprovação; aprovada, ela dá acesso ao Replayer. Casos, cadastros e usuários são liberados por um administrador da instituição.

A tela do Replayer: livro de ofertas por ordem, com compra e venda, e a fita de negócios ao lado
Livro e fita de um dia reproduzido — cada ordem com instituição, hora, quantidade e taxa; cada negócio com as duas pontas.
4 tipologias + as suaslayering, spoofing, mesmo comitente e mesmo grupo, pelo ciclo do guia; e metodologias construídas sob demanda, do padrão descrito pela sua supervisão à regra em produção
2 bolsasB3 e A5X no mesmo livro e no mesmo motor de regras
byte a bytecada evidência aponta o deslocamento da mensagem no arquivo gravado do socket
SHA-256trilha de acesso encadeada por hash, verificável por quem audita
O que é

Um sistema, da captura à decisão

Um único executável, tmr, faz a captura, a indexação, a reprodução, a surveillance e serve a tela. Roda em containers. Lê o feed da B3 e o da A5X com as especificações que cada bolsa publica, e monta os dois no mesmo livro de ofertas. Uma bolsa nova entra com o tradutor dela, sem um segundo motor.

◎

Surveillance explicável

As tipologias do Guia de Alertas da BSM verificadas etapa por etapa sobre o livro, com parâmetros documentados e calibráveis, estatística robusta do instrumento e revisão humana obrigatória. Nenhum caso conclui: todo caso pede revisão.

⇄

Multi-bolsa

B3 (market data, Drop Copy e a pós-negociação do iMERCADO) e A5X no mesmo livro, na mesma reprodução e na mesma base de casos, separados por bolsa e segmento.

⏺

Evidência íntegra

A gravação acontece antes de qualquer interpretação: o que chegou da bolsa vai para um arquivo por pregão, que só cresce e nunca é reescrito. Tudo o que a tela mostra se reconstrói desse arquivo, e cada caso aponta o byte de onde veio.

✎

Metodologias sob demanda

O guia não esgota o mercado. Um padrão que a sua área de supervisão descreve — em palavras, num ofício, numa planilha de casos passados — vira uma metodologia do catálogo: construímos com a sua equipe as etapas, os parâmetros e a prova, e ela entra na mesma fila, com a mesma evidência e o mesmo arquivo da BSM. Como fazemos.

Surveillance

Casos que se explicam

O motor avalia o catálogo de regras sobre o mesmo livro que o Replayer mostra, evento a evento, no histórico e ao vivo, em qualquer bolsa capturada. Um caso não é veredito: é um padrão compatível com uma tipologia do guia, com o critério e a página, o score decomposto em fatores, a estatística do instrumento e as evidências apontando a mensagem exata no arquivo bruto.

A fila de casos de surveillance, com um caso de spoofing aberto em modo completo
A fila de casos: nível, regra, participante, papel, janela, score e a leitura em palavras do que aconteceu — com a citação do guia e a página.

LAYSPOOMCOMG

  • Pelo Guia de Alertas da BSM. Layering (cap. 3), spoofing (cap. 4), operações de mesmo comitente (cap. 7) e de mesmo grupo (cap. 8). Cada parâmetro carrega capítulo, página e o trecho de onde veio — e diz se é definição do guia, calibração do participante ou operação.
  • Score aberto, com os números. 0,3 × norm(z) + 0,5 × condições + 0,2 × persistência: clicar no score mostra a conta do caso e o "normal" do papel por trás dela — mediana, média, desvio padrão, MAD, p90 e p99, o percentil e os dois z —, numa frase ("o normal é 15 mil; esta teve 53 milhões, 3.543× a mediana") e numa régua. Ao lado, uma aba de conceitos explica cada medida. Papel sem histórico bastante não ganha nota por isso: o ingrediente sai da conta.
  • Evidência rastreável. Cada passo aponta o evento e o deslocamento no arquivo bruto. Abrir no replayer põe o livro naquele milissegundo; o mapa desenha o roteiro.
  • Revisão humana com trilha. Pendente, em análise, escalado, padrão confirmado ou descartado. Fechar um caso exige o papel de quem decide; o caso escalado sobe pela hierarquia e não pode ser fechado por quem o escalou. Cada mudança de estado fica na auditoria de casos com o autor e a hora.
  • Analisa uma vez. O que já foi analisado de cada pregão fica registrado com a versão de cada regra. Reproduzir não regera caso; regra nova ou mudada deixa o pregão pendente, e só a reanálise explícita o refaz.
  • O relatório da BSM pronto para enviar. O arquivo REGISTRO_ALERTASSOO do Manual de Layout da BSM (MC²D, layout 3.5.1) sai direto do menu Surveillance: os alertas do período, uma linha por cliente, com o registro da análise de cada caso — conclusão, risco, comunicações —, o inciso do art. 2º da Resolução CVM 62 e a próxima entrega já calculada. Em CSV ou TXT, codificado em ANSI como o manual aceita, e conferido campo a campo antes de baixar: o que falta aparece antes de virar devolução.
  • O momento, em arquivo. Qualquer instante do replay vira um export: o livro inteiro naquele milissegundo, os negócios da janela que termina nele, as alocações desses negócios e os casos de surveillance — em Excel, PDF, CSV ou no formato original da bolsa (o livro naquele instante seguido das mensagens como foram capturadas).
  • Pergunte, em português. O assistente responde sobre casos, participantes, regras e o guia com os dados que você vê, explica por que um caso virou caso, prepara decisões, análises, regras e relatórios — e só executa com o seu Confirmar.
  • Regras criadas e ajustadas na hora. O catálogo é editado na própria tela: crie uma regra nova a partir de um tipo (spoofing, layering, mesmo comitente, mesmo grupo) ou duplique uma existente e mude os números — múltiplo da quantidade média, fração do lado, níveis, janela, tempo até o cancelamento, persistência. Salvar valida, grava e recarrega os motores: nada recompila, nada reinicia. Regra nova ou mudada ganha versão, deixa os pregões já analisados pendentes e a reanálise explícita os refaz com os números novos.
  • Metodologias sob demanda. Uma tipologia que o guia não descreve, ou que a sua instituição lê de outro jeito, é construída com a sua equipe: do padrão em palavras às etapas verificáveis sobre o livro, com parâmetros citados, teste sintético que prova o disparo e versão registrada. Nada de módulo à parte: é uma regra do catálogo, revisada na mesma fila. Veja o método.
  • Filtros próprios de quem opera. Além do catálogo do guia, destaques e limiares pessoais no livro e na fita — quantidade acima de tanto, taxa fora de uma faixa, uma instituição a vigiar — com bandeira na linha e registro na auditoria de alertas.
O recorte de um caso: passo a passo, o trecho no mapa do livro e o livro no instante
O recorte do caso: passo a passo com quem, quanto e quando; o trecho no mapa; o livro no instante da evidência; as ações de revisão.
O catálogo de regras de surveillance
O catálogo: cada regra com o que olha, a janela, a chave e o capítulo do guia.
Métricas de surveillance: casos por regra, participante e instrumento
Métricas do motor: casos por nível, por regra, por participante e por instrumento; baselines do dia reproduzido.
De onde veio o score: a conta do caso, a régua da distribuição e as fichas de mediana, média, desvio padrão e MAD
De onde veio o score — Resultado. A conta de um spoofing: quanto cada ingrediente valeu e pesou, e o porquê do "fora do normal": a oferta de 53 milhões contra a mediana de 15 mil do papel, na régua da distribuição do dia.
De onde veio o score: os conceitos, com o verbete do MAD destacado
Conceitos. Cada medida em linguagem comum, com o mesmo exemplo e o valor do caso no fim. Clicar numa ficha do resultado abre o verbete dela — aqui, o MAD.
Metodologia

O Guia de Alertas da BSM, parâmetro por parâmetro

A detecção segue o Guia de Alertas da BSM (versão 3.0, agosto de 2026). O guia descreve cada tipologia como um ciclo de etapas e deixa ao participante a escolha dos limites, dentro de uma abordagem baseada em risco (Aspectos gerais, p. 14). O Prisma implementa as etapas como condições verificáveis sobre o livro e mantém, para cada parâmetro, a citação do trecho e da página de onde o critério vem.

TipologiaGuiaEtapas verificadas pelo motorQuem é o sujeito
Layering (LAY)cap. 3, pp. 44–55(1) duas ou mais camadas num lado, inseridas ou melhoradas até o 3º nível de preço, melhorando o topo; (2) reação do mercado: outro participante iguala ou melhora a camada; (3) negócio do participante no lado oposto a preço melhor que o topo anterior; (4) cancelamento ou piora das camadas em intervalo menor que o tempo típico entre negócios do ativo.participante (282; 288/289 no negócio)
Spoofing (SPO)cap. 4, pp. 57–62(1) oferta expressiva até o 3º nível: ao menos 5 vezes a quantidade média das ofertas do ativo e 25% da profundidade do lado; (2) reação do mercado; (3) negócio no lado oposto a preço melhor que o topo anterior; (4) cancelamento ou piora da oferta em intervalo menor que o tempo típico entre negócios. O caso traz o resultado potencial da operação.participante
Mesmo comitente (OMC)cap. 7, pp. 81–87comprador e vendedor com o mesmo código; com a pós-negociação do iMERCADO, o mesmo comitente final nas duas alocações (7.1), inclusive entre participantes diferentes. Indícios de intenção do item 7.2.b: oscilação de preço, atrair mercado e negócio em leilão.participante; com a alocação, o comitente final (CPF/CNPJ do cadastro, quando conhecido)
Mesmo grupo (OMG)cap. 8, pp. 89–93pontas com códigos diferentes do mesmo grupo econômico, pela tabela de relacionados que o participante mantém (p. 90).grupo
Regras da instituiçãofora do guiacomposição das mesmas etapas (ordens, topo, negócio, reação, cancelamento, negócio consigo) com números próprios, chave por participante, mesa ou operador; olham só as ordens e os negócios da instituição que as cadastrou.participante, mesa ou operador

A origem de cada parâmetro

Cada parâmetro de cada regra é classificado e citado. O guia não fixa números; os valores de fábrica são o ponto de partida da abordagem baseada em risco, e a tela diz, ao lado de cada um, o que é do guia e o que é escolha de quem calibra.

  • definição o guia descreve o critério; o número é o ponto de partida. Exemplo: "oferta de tamanho desproporcional" (p. 57) com o benchmark de quantidade média das ofertas (p. 60).
  • calibração o guia manda o participante escolher: materialidade e nível do caso (p. 14), recorrência (p. 13), periodicidade dos benchmarks (p. 14), janela do ciclo (pp. 51 e 60).
  • operação não interfere na detecção: a fila que recebe o caso.

Na regra de spoofing, por exemplo, são 15 parâmetros: 5 de definição, 9 de calibração e 1 de operação. Um teste automatizado abre o texto paginado do guia e confere, para os parâmetros das tipologias do guia, que o trecho citado está na página indicada.

A ficha da regra de spoofing: cada parâmetro com o valor, a explicação e a origem no guia (definição, calibração ou operação) com a página
A ficha da regra. Cada parâmetro com o valor em vigor, o que ele mede e a origem no guia, com a página. O selo abre a página citada.

O score e a estatística do instrumento

O score ordena a fila de revisão. Não altera o nível do caso, que é fixo por regra, e não conclui nada.

score = w₁ · min(1, z / 6) + w₂ · (etapas atendidas / etapas) + w₃ · persistência
  • Desvio do normal do instrumento. z robusto = (x − mediana) / (1,4826 · MAD), contra a distribuição do próprio ativo: quantidade das ofertas no spoofing, tempo entre negócios no layering. Teto em 6: além disso o desvio não acrescenta convicção e um ativo ilíquido não domina a fila.
  • Benchmarks. Medidos do próprio pregão e dos 5 pregões anteriores, por ativo e por hora, com mínimo de 20 amostras. O tempo entre negócios é a mediana dos intervalos. Quando mais da metade das amostras é igual (lote padrão) e o MAD é zero, o desvio usa 1,2533 vezes o desvio médio absoluto (Iglewicz e Hoaglin).
  • Sem base estatística. Com menos amostras que o mínimo, o termo de desvio sai da conta e os outros dois pesos são renormalizados. O caso diz isso.
  • Persistência e recorrência (p. 13). Camadas no layering; episódios repetidos pelo mesmo participante no mesmo ativo dentro da janela de recorrência, que fundem no caso aberto; negócios consigo repetidos no OMC.
  • Pesos de fábrica. 0,3 · 0,5 · 0,2 no spoofing e no layering; 0,5 · 0,3 · 0,2 no OMC e no OMG. Calibráveis por regra.

Cada caso grava a conta por extenso e o retrato da métrica no instante do disparo: valor, mediana, média, desvio padrão, MAD, p90, p99, percentil e os dois z. A tela mostra a régua da distribuição com o caso marcado.

De onde veio o score: a conta do caso, a régua da distribuição e as fichas de mediana, média, desvio padrão e MAD
A conta de um caso. Uma oferta de 53,1 milhões contra a mediana de 15 mil do ativo, na régua da distribuição do dia.

Análise única, versionada e reproduzível

Cobertura por pregão e por regra

O que já foi analisado de cada pregão fica registrado em faixas de tempo de mercado, com a versão de cada regra. Reproduzir um dia já analisado não gera caso de novo.

Versão da regra

A versão é um hash dos parâmetros da regra e da versão do motor de detecção. Mudar um número ou o código que decide o que é caso deixa os pregões analisados pendentes, e a tela pergunta se devem ser reanalisados.

Reanálise explícita

A reanálise roda num motor isolado, sobre o arquivo bruto do pregão. Casos reencontrados mantêm o identificador (determinístico: regra, pregão, ativo e evento de origem) e herdam a revisão já feita; os não reencontrados ficam marcados como superados, não são apagados.

Revisão e registro

Estados de revisão com segregação: o analista revisa e escala; quem decide confirma ou descarta; o caso escalado sobe pela hierarquia cadastrada, até dois níveis. O registro da análise (análise realizada, conclusão, risco, comunicações à administração e ao regulador) alimenta o arquivo REGISTRO_ALERTASSOO do Manual de Layout da BSM, layout 3.5.1, com o inciso do art. 2º da Resolução CVM 62: inciso I para spoofing e layering, incisos I e II para operações de mesmo comitente e de mesmo grupo.

Sob demanda

Metodologias construídas para a sua supervisão

As quatro tipologias do guia são o começo, não o limite. O motor de regras é declarativo: uma metodologia é uma composição de etapas verificáveis sobre o livro — ordens, topo que andou, negócio, reação do mercado, cancelamento, negócio consigo, alocação — com chave por participante, mesa, operador ou comitente, números próprios e um score aberto. É assim que uma leitura particular do mercado, ou um padrão que o guia ainda não descreve, vira detecção com a mesma rastreabilidade das tipologias da BSM. O trabalho é feito com a sua equipe, em cinco passos:

Descrever

Partimos do que a sua supervisão já sabe: o padrão em palavras, os casos que viu, os ofícios que respondeu. Escrevemos juntos o que é o ciclo — o que acontece antes, o que o mercado faz, o que o participante faz depois — e o que o separa do uso legítimo.

Compor

Cada passo do ciclo vira uma etapa do catálogo, com a janela, a chave do sujeito e os parâmetros que a tornam objetiva. Quando a etapa não existe, ela é acrescentada ao motor com teste próprio e entra na versão da regra.

Provar

Um pregão sintético com o padrão plantado — e o par de controle, sem ele — mostra que a metodologia dispara onde deve e cala onde não deve. O teste fica na suíte: a afirmação é conferida por máquina a cada mudança.

Calibrar e versionar

Os limites são medidos contra os pregões capturados (benchmarks por ativo e por hora, quantos casos por dia, quantos descartados por quê), documentados com a origem de cada número e gravados com versão. Regra nova deixa os pregões analisados pendentes: a reanálise diz o efeito no histórico.

Entregar

A metodologia entra na mesma fila, com o mesmo passo a passo de evidência, o mesmo recorte no livro, o mesmo registro da análise e o mesmo arquivo REGISTRO_ALERTASSOO. Quem revisa não precisa aprender outra tela; quem audita encontra a versão que produziu cada caso.

Prazos típicos: uma metodologia feita só de etapas que já existem fica pronta em dias; uma que exige etapa nova no motor, em semanas, com a prova incluída. O catálogo continua seu: a regra pode ser duplicada, ajustada, desligada e reanalisada na própria tela.

Calibração

Como calibrar, e como documentar a calibração

A calibração é decisão do participante, como o guia determina; os critérios e as métricas escolhidos devem ser descritos, justificados e adequados a cada realidade (p. 14). O Prisma dá o instrumento para fazer isso de forma reproduzível: o parâmetro tem origem citada, a alteração gera versão, a versão vai para a trilha e o efeito se mede reanalisando o histórico capturado.

Parâmetro (spoofing)FábricaO que medeOrigem
fatorQtdMedia5×múltiplo da quantidade média das ofertas do ativo para a oferta ser expressivadefinição p. 60
fracaoRelevanteDoLado25%fatia mínima da profundidade do lado; vale sozinha enquanto não há médiadefinição p. 60
niveisTopo3o que são "os primeiros níveis de preço"; depende da profundidade do livro do ativodefinição pp. 60–61
exigirReacaosima reação do mercado como etapa obrigatória do ciclodefinição p. 59
fatorTempoEntreNegocios1,0a oferta durou pouco se viveu menos que este fator vezes o tempo típico entre negóciosdefinição p. 61
tetoLifetimeMs15 slimite de duração usado só enquanto o ativo não tem benchmark de tempocalibração p. 14
janelaMs60 saté quando uma oferta removida ainda entra num ciclocalibração p. 60
cooldownMs / duracaoMaxMs30 s / 300 sjanela de recorrência dentro do caso e duração máxima de um casocalibração p. 13
minimoDeAmostras20amostras do benchmark antes de ele valercalibração p. 14
level, pesos do scoreCRITICAL; 0,3 · 0,5 · 0,2materialidade e ordenação da filacalibração pp. 13–14
Partir do ponto documentado

Os valores de fábrica cobrem os exemplos do guia (no spoofing, 100.000 contra a média de 7.500, p. 60; no layering, 1,674 s contra 3 s entre negócios, p. 53) e um livro de renda fixa com poucos níveis.

Ajustar à liquidez e à materialidade

Ativos de lote padrão, livros rasos ou muito profundos e janelas de leilão pedem números diferentes. Os benchmarks são medidos por ativo e por hora; a regra pode ser duplicada para um conjunto de ativos com números próprios, e a instituição pode cadastrar regras suas sem tocar nas da plataforma.

Gravar gera versão e pendência

Salvar o catálogo valida a regra, recalcula a versão e lista os pregões que a versão nova ainda não analisou. Nada é reprocessado sem pedido.

Medir o efeito no histórico

A reanálise refaz os pregões escolhidos com os números novos e informa quantos casos foram encontrados e quantos foram superados. Os casos anteriores continuam consultáveis, com a versão que os gerou e a revisão que receberam.

Registrar

Cada gravação do catálogo entra na trilha de acesso com o autor, a hora e a versão de cada regra; cada caso guarda a versão que o produziu. A justificativa da calibração tem onde se apoiar: o parâmetro, o trecho do guia e o resultado da reanálise.

A página 14 do Guia de Alertas da BSM aberta na plataforma, com o trecho sobre materialidade em destaque
A citação abre a página. O guia fica na plataforma, paginado; o selo de cada parâmetro abre a página com o trecho citado em destaque, e o PDF original está a um clique.
O catálogo de regras de surveillance
O catálogo. Cada regra com o tipo, o nível, as abas e a situação. Criar, duplicar, ligar, desligar e salvar, sem reiniciar o serviço.
De perto

Três padrões vistos de dentro

Três casos abertos no recorte, como quem os revisa vê — e cada print deste site abre ampliado ao clique, no tamanho em que a tela é lida. Os participantes aparecem com nomes genéricos — Banco A, Corretora B, Asset C —; o resto é o dado como ele é.

Caso de spoofing aberto no recorte: passo a passo, o trecho no mapa e o livro no instante
Spoofing

Uma venda de 7,24 milhões no nível 2, 215× a quantidade média do papel; o mercado reage, o mesmo participante compra do lado oposto a um preço melhor, e a oferta é cancelada 2,2 s depois. Score 0,90, com cada condição do guia marcada.

Caso de layering aberto no recorte: as camadas de compra e a venda do lado oposto
Layering

Camadas de compra inseridas nível a nível, melhorando o topo; a venda do lado oposto; e as camadas saindo em seguida. O recorte lista cada camada com OrderID, ClOrdID, mesa e operador, e o mapa mostra a escada se formando.

Caso de operações de mesmo comitente: a mesma gestora nas duas pontas, e as alocações do iMERCADO apontando para o mesmo fundo
Operações de mesmo comitente

A mesma gestora compra e vende, por mesas e operadores diferentes — e o RTC aloca as duas pontas ao mesmo fundo. É o caso que só o fluxo inteiro revela: a tela põe lado a lado o negócio do market data, os dois fills do Drop Copy (mesa, operador, ClOrdID, OrderID) e as alocações do iMERCADO.

IA e machine learning

O normal de cada participante, aprendido pregão a pregão

As regras do guia perguntam se um comportamento corresponde a uma tipologia. Os perfis perguntam outra coisa: se ele é normal para quem o praticou. Um trader que costuma enviar 40 ofertas por hora e enviou 900, uma mesa cuja razão entre ordens e negócios passou de 3 para 60, um cliente que costuma operar 10 mil e operou 2 milhões: nada disso precisa corresponder a uma tipologia para justificar análise. A plataforma aprende o comportamento de cada entidade a partir do histórico capturado e aponta, no pregão e no dia em curso, quem se afastou dele.

Estado de validaçãoComponenteO que sustenta
Em operaçãoRegras do Guia de Alertas da BSM, evidência no arquivo bruto, arquivo REGISTRO_ALERTASSOO, trilha de auditoriaCada parâmetro citado na página do guia, conferido por teste; layout conferido contra o Manual de Layout da BSM e a RCVM 62. Exercitado contra simuladores e os dicionários publicados pela B3; ainda não contra o ambiente de produção do participante.
ExperimentalPerfis de comportamento, descolamento da curva, correlação entre ativos, floresta de isolamentoMétodo documentado e testado com dados sintéticos de propriedades conhecidas, inclusive a taxa de falso positivo. Os limiares só se calibram com histórico real; até lá, são ordenação para revisão e contexto do caso, e não abrem caso.
PlanejadoMedida de associação entre o contexto e os casos; modelo supervisionado sobre decisõesDepende de casos decididos em volume (o mínimo é de 30 confirmados e 30 descartados no período). Com menos, a plataforma informa "insuficiente" em vez de um número.
QuebraFonteMétricas por pregão
Instituiçãomarket data (282; 288/289 no negócio)ofertas, alterações, cancelamentos, execuções, volume, tamanho médio, mediano e p90 das ofertas, pico de ofertas por segundo, razão ordens/negócios, taxa de cancelamento, papéis operados e distribuição das ofertas por hora
MesaDrop Copy (448, papel 58)
TraderDrop Copy (448, papel 36)
Papelmarket dataas mesmas métricas, do ativo como um todo
Clientepós-negociação iMERCADO (comitente final)execuções, volume, tamanho médio e papéis. O comitente só existe na alocação: ordens não executadas não têm cliente

Aprendizado do perfil

  • Cada pregão capturado é reproduzido inteiro, num motor isolado, e a fotografia de cada entidade é gravada. Só pregão completo vira história: um replay parcial nunca entra no normal.
  • O normal de cada métrica é a mediana dos K pregões anteriores (20 por padrão), com a dispersão medida pelo MAD. Estatística robusta: um dia atípico no meio da história não desloca o normal.
  • A dispersão de cada entidade é moderada pela dispersão relativa típica da quebra (moderação de variância), e o desvio é avaliado sob a t de Student: com poucos pregões, a escala estimada é incerta.
  • Controle de falsas descobertas: uma consulta testa centenas de entidades em várias métricas; só é "fora do normal" o desvio que passa no procedimento de Benjamini–Hochberg a 5 %. Em teste com 200 entidades de puro ruído, nenhuma é marcada.
  • Encolhimento hierárquico: a entidade com menos de 5 pregões de história tem o normal misturado ao da população da mesma quebra, na proporção da história que tem. O trader novo não gera alerta por falta de passado.
  • Sem olhar o futuro: o perfil de um pregão usa apenas os pregões anteriores a ele.
  • No dia em curso, as contagens do normal são reduzidas à fração do pregão já decorrida, pelo perfil horário da própria entidade. Comparar as ofertas das 11h com o dia inteiro diria sempre "abaixo do normal".

Machine learning: floresta de isolamento

  • Detecção de anomalias não supervisionada (Liu, Ting e Zhou, 2008) sobre o vetor diário de cada entidade: as métricas do pregão em conjunto, e não uma a uma.
  • O modelo é treinado por quebra sobre os vetores da história e pontua o pregão analisado de 0 a 1. Perto de 0,5 é comportamento comum; valores altos indicam combinação rara (por exemplo, volume normal com pico por segundo e cancelamentos fora do padrão ao mesmo tempo). O corte usado hoje é provisório, até a calibração com histórico real.
  • Determinístico: a mesma história e a mesma semente produzem a mesma pontuação, o que permite reproduzir qualquer resultado.
  • Explicável: ao lado da pontuação, cada métrica traz o valor do pregão, o normal da entidade e o z robusto, de modo que a razão da raridade fica legível.
  • Segunda opinião: o modelo ordena a análise e não abre caso. A decisão permanece com as regras auditáveis do guia e com quem revisa.

Quebras combinadas

  • Além das quebras simples, quatro combinações têm normal próprio: a instituição em cada papel, o trader em cada papel, o trader com cada cliente e o cliente em cada papel.
  • As demais combinações ficam de fora de propósito: repetem uma quebra simples (o trader pertence a uma mesa e a uma instituição) ou não têm história suficiente para um normal, e cada combinação a mais multiplica os testes.
  • Um trader pode estar dentro do normal no total e fora dele num papel específico; é na combinação que isso aparece.
  • As execuções de mesa e trader são atribuídas pelo Drop Copy (o identificador do negócio em cada ponta), e o comitente pela alocação do iMERCADO.

Descolamento da curva de juros

  • Para títulos públicos, o método principal: a cada 5 minutos, o movimento da taxa de cada título é comparado com o que os demais títulos da mesma curva (prefixada, real, LFT) indicam no mesmo instante, por regressão contra o log do prazo.
  • O resíduo somado em 1 hora é comparado com o do mesmo título nos pregões anteriores. O descolamento é reportado em pontos-base, com o sentido (pressão compradora ou vendedora) e quem comprou e vendeu o título na janela.
  • Ajuste em passadas: o título que descolou sai da referência dos demais, para não contaminar a curva dos vizinhos. Com só dois títulos na curva, a plataforma informa que não é possível separar qual dos dois se moveu.

Correlação entre os ativos (complemento)

  • A correlação dos retornos de 5 minutos de cada par é comparada com a do mesmo par nos pregões anteriores (escala de Fisher), e uma janela móvel de 1 hora localiza quando ela subiu ou caiu.
  • Os limiares crescem com o número de testes (Bonferroni sobre pares e janelas) e o evento exige 15 minutos sustentados. Em teste com 20 pregões de papéis independentes, nenhum evento é gerado.
  • Cada evento informa o papel que se moveu, o volume e os participantes que negociaram os dois papéis na janela.

Contexto do caso

  • Cada caso de surveillance traz, ao lado da regra, o contexto da janela dele: o título descolou da curva, a correlação do papel saiu do normal, a instituição estava fora do perfil no dia ou naquele papel.
  • O contexto informa quem analisa o caso; não altera o score, não abre nem fecha caso.
  • A medida de quanto o contexto separa casos confirmados de descartados só é publicada com decisões em volume suficiente.

Assistente e relatórios

  • O assistente consulta os perfis e as séries de cada entidade ("quem está fora do normal hoje?", "o trader X está normal?") com a sessão de quem pergunta: o recorte por instituição vale para os perfis.
  • Relatórios em Excel, CSV ou PDF gerados por pedido em português: casos, contagens, perfis, séries e casos simultâneos. A tabela é montada pelo servidor a partir das mesmas consultas da tela; o modelo de linguagem escolhe a fonte e os filtros, não os números.
  • O arquivo REGISTRO_ALERTASSOO da BSM continua sendo gerado pela rotina própria, conferida contra o manual.
  • Cada relatório gerado e cada aprendizado pedido ficam na trilha de acesso.

Governança da IA

  • O modelo de linguagem do assistente (Claude ou OpenAI) é escolhido por quem instala; sem chave configurada, nenhum dado sai do ambiente. A estatística dos perfis e a floresta de isolamento rodam dentro da plataforma, sem serviço externo.
  • O assistente não decide caso, não altera regra e só executa ação com confirmação explícita; a trava é do código.
  • Linguagem de compliance no sistema: "padrão compatível", "fora do normal da entidade", nunca afirmação de ilícito.
  • Próxima etapa: um modelo supervisionado treinado nas decisões já tomadas (padrão confirmado ou descartado) para reordenar a fila. Só entra quando houver decisões em volume suficiente para medir ganho.
A aba Perfis: cada trader com a pontuação da floresta de isolamento e, por métrica, o valor do pregão sobre o normal da entidade, com o desvio em cor
Perfis. Cada entidade com a pontuação da floresta de isolamento e, por métrica, o valor do pregão sobre o normal dela (embaixo). Vermelho, muito acima; azul, muito abaixo. Os destaques dizem em palavras o que saiu do padrão; o clique abre a série pregão a pregão. Exporta em Excel, CSV ou PDF.
Assistente

Pergunte em português. Ele consulta, explica e prepara — você decide.

Um chat ao lado da tela, com modelo de linguagem e dezesseis ferramentas que leem os mesmos dados que você vê, e nada além deles. "Quais os spoofings do Banco A esta semana?", "por que este caso virou caso?", "quem mais aparece hoje?", "o que o guia diz sobre oferta expressiva?". A resposta chega escrevendo, com os passos à vista, a fonte de cada número e atalhos que abrem o caso, o Replayer no instante, o mapa, a regra e a página do guia.

A fila de casos com o assistente aberto ao lado, respondendo quais os spoofings do dia e por que o mais forte virou caso, com a lista de casos e o cartão do caso
O chat ao lado da fila. "Quais os spoofings de hoje, e por que o mais forte virou caso?" — ele busca, abre o caso, explica com as evidências e o guia, e deixa os cartões: a lista (um clique abre a ficha) e o caso, com o normal do papel.
  • Consultas. Casos por regra, participante, papel, período e estado; quem mais aparece e em quê; a vida de uma ordem ou de um negócio; o catálogo de regras com os parâmetros em vigor e o que cada um significa; o Guia de Alertas da BSM, citado com a página. Listas viram tabelas que se copiam para o Excel; contagens viram gráficos.
  • Análise de caso. "Por que virou caso?" traz a explicação do motor, as evidências passo a passo, a conta do score e a estatística do papel — mediana, MAD, percentil, quantas vezes a mediana —, no roteiro do guia: o que a regra procura, o que reforça e o que enfraquece o indício, o que conferir antes de decidir.
  • Decisão e confirmação de padrão. "Descarte estes dois", "ponha em análise", "escale", "confirme o padrão": ele prepara um cartão com o que vai acontecer, caso a caso, e só o seu Confirmar executa — pelas mesmas rotas da tela, com a sua permissão, os quatro olhos e a escalada. Ele nunca age sozinho.
  • Registro da análise. Escreva a análise e a conclusão com ele, classifique o risco e grave o registro que o arquivo da BSM pede — depois de conferir no cartão.
  • Criação de regras. Descreva o padrão em palavras ("spoofing para ofertas dez vezes a média canceladas em até 10 segundos") e ele abre o assistente de regras preenchido. Nada é salvo antes de você olhar.
  • Relatórios. O arquivo REGISTRO_ALERTASSOO da BSM para um período ou para os casos escolhidos, o relatório de casos simultâneos, a situação dos pregões analisados, a reanálise com o catálogo novo — e a conversa inteira em Markdown, para anexar ao caso.
  • Com os seus dados, e só eles. Cada ferramenta chama a tela com a sua sessão: o recorte por instituição e as permissões do papel são os mesmos. O que está na tela vai junto da pergunta ("este caso", "hoje"). Claude ou OpenAI, à escolha de quem instala; cada pergunta fica na trilha de acesso. Alerta não é veredito — e o assistente diz isso.
O cartão de confirmação de uma ação no chat: o caso a pôr em análise, com o que vai acontecer e os botões Confirmar e Cancelar
Nada sem o seu sim. "Ponha em análise o mais forte de hoje, motivo…": o cartão diz o que vai acontecer — o caso, o estado de antes e o de depois, o motivo — e espera. Confirmar executa pela tela, com a sua permissão; qualquer outra pergunta deixa a ação para trás.
O assistente no celular: a pergunta de quem mais aparece nos casos do dia, com o gráfico de barras na resposta
No celular. As mesmas conversas do computador (ficam na plataforma, não no aparelho), ditadas pelo microfone se quiser, com os atalhos levando às telas.
Evidência · fluxo completo

Market Data, Drop Copy e RTC: a vida toda da ordem, até a alocação

A plataforma contempla as três pontas do ciclo de uma ordem na B3 — o que o mercado viu, o que a corretora recebeu e o que foi alocado na pós-negociação. Como as três são gravadas byte a byte e casadas pelas chaves do próprio protocolo, uma ordem pode ser seguida do primeiro milissegundo no livro até o comitente final que ficou com o negócio.

1 · Market Data

A ordem no livro

O feed público da B3: cada inserção, alteração e cancelamento, com a posição que a ordem ocupa, e cada negócio com as duas pontas. É o que o mercado inteiro viu.

37 OrderID · 282 · 1003 TradeID
→37 ↔ 198
2 · Drop Copy

A ordem de quem mandou

Cada passo da ordem: quem enviou, mesa, operador, conta, cada aceite, alteração, execução e cancelamento — a cadeia inteira, casada ao livro pelo 37 e pelo 198.

11 ClOrdID · 448 mesa/operador · 6032 fill
→1003 ↔ 6032 ↔ negócio
3 · RTC · alocação

Por conta de quem foi

A pós-negociação do RTC pelo iMERCADO: cada alocação do negócio, com participante, comitente final, quantidade, preço e liquidação. É a única fonte que diz para quem o negócio foi.

NumOpNegc · CodPart · CodInvestIdentfd

Na tela: o drill-down de uma ordem mostra a cadeia do Drop Copy ao lado do que o market data publicou; o de um negócio mostra agressor, impacto no topo, as duas pontas com mesa e operador e as alocações do RTC. E o surveillance usa as três camadas — é assim que um caso de mesmo comitente (OMC) nasce da alocação, e não só do livro.

Segurança, auditoria e ambiente

Controles de acesso, trilha verificável e evidência preservada

Os controles abaixo descrevem o comportamento da versão atual, conferido pela suíte de testes da plataforma. Ao final, o que ainda está em evolução.

Autenticação

  • Senhas armazenadas como PBKDF2-HMAC-SHA256 com 600.000 iterações e sal aleatório de 16 bytes por usuário; comparação em tempo constante. Nenhuma senha é gravada nem trafega para logs.
  • Política de senha que recusa sequências, repetições, termos óbvios e senhas que contenham o usuário ou a instituição; sem troca periódica forçada.
  • Senha provisória com troca obrigatória no primeiro acesso; convite de uso único, válido por 7 dias, do qual o servidor guarda só o hash.
  • Bloqueio progressivo após 5 tentativas erradas, de 30 segundos a 15 minutos.
  • Sessão por token aleatório de 32 bytes; o servidor guarda apenas o SHA-256. Expira por inatividade (12 horas, configurável). Cookie HttpOnly, SameSite=Strict e Secure sob TLS.
  • Pedido de conta aprovado em dois níveis (administrador da instituição e da plataforma), por pessoas diferentes.

Autorização e segregação

  • Seis papéis e catorze permissões numa tabela única de rotas, verificada antes de a rota executar. O papel vale do cadastro atual, não do momento do login.
  • Segregação de funções: o analista revisa e escala; o supervisor decide; o auditor tem leitura de casos, auditoria e trilha; o administrador cuida dos usuários da própria instituição.
  • Recorte por instituição aplicado no servidor e no motor de reprodução: ordens de terceiros chegam sem dono, mesa ou operador; negócios entre terceiros, sem as partes.
  • Quatro olhos no caso escalado: quem escalou não fecha. Escalada pela hierarquia cadastrada, com o caso atribuído a uma pessoa.
  • Acesso em nome de outro usuário restrito ao root e ao administrador da instituição, registrado no início e no fim.

Trilhas de auditoria

  • Trilha de acesso em arquivo diário, com cada linha encadeada à anterior por SHA-256. tmr trilha verificar refaz a corrente e aponta a primeira linha alterada, removida ou trocada.
  • Registra: login com IP, tentativas recusadas, logout, criação e alteração de usuários e instituições, convites, aprovações, acesso em nome de outro, alterações do catálogo de regras com a versão de cada regra, pedidos de reanálise, exportações, uploads e perguntas ao assistente.
  • Auditoria de casos em arquivo diário com gravação sincronizada em disco: o disparo de cada caso, cada mudança de estado com autor, e cada registro de análise.
  • Consulta pela tela, por período, com recorte da instituição de quem consulta.

Armazenamento de evidências

  • Captura antes da interpretação: a mensagem como chegou da bolsa, com a hora de recepção, num arquivo por pregão que só cresce. Um único gravador por dia.
  • As credenciais de conexão com a bolsa vêm do ambiente do servidor, nunca de arquivo de configuração, e a senha é mascarada no que fica gravado.
  • Índice de 32 bytes por evento com deslocamento e tamanho no arquivo bruto; a reindexação é determinística, conferida por SHA-256 na suíte de testes.
  • Cada evidência de um caso aponta o deslocamento da mensagem no arquivo bruto e a tela reabre a mensagem original.
  • Conformidade com os dicionários publicados pela B3 conferida por tmr check, que serve de porta em automação.
  • Casos em MySQL 8.4 com identificador determinístico; a revisão é o que se altera, e o caso superado por uma reanálise fica preservado.

Relatórios

  • REGISTRO_ALERTASSOO (Manual de Layout da BSM, layout 3.5.1) por período, pela busca ou por casos escolhidos, com prévia do que falta preencher e o calendário de entrega.
  • Exportação do momento: o livro no instante, os negócios da janela, as alocações e os casos, em Excel, PDF, CSV ou no formato original da bolsa.
  • Casos simultâneos do mesmo participante em ativos diferentes, métricas do motor e a conversa com o assistente em Markdown.
  • As exportações geradas pelo servidor (arquivo da BSM, momento, simultâneos, conversa) são registradas na trilha de acesso.

Ambiente

  • Containers Docker Compose: banco MySQL 8.4, a aplicação (.NET 10, um executável) e o daemon de captura, com os dados num volume persistente.
  • TLS terminado em proxy reverso à frente da aplicação; cabeçalhos nosniff, X-Frame-Options e Referrer-Policy em toda resposta.
  • Conexões de saída só para as bolsas e, se configurado, o provedor do assistente. Sem telemetria.
  • Funcionalidades que alteram dados de captura (upload, troca de pasta, reinjeção) desligadas ou restritas à própria máquina por configuração.

Infraestrutura de referência

PerfilCPUMemóriaDiscoUso
Avaliação4 vCPU8 GBSSD 200 GBum mercado, pregões de até 2 milhões de mensagens, poucos usuários simultâneos
Produção8 vCPU32 GBSSD NVMe 1–2 TBB3 e A5X, market data e Drop Copy capturados todos os dias, equipe de supervisão concorrente; MySQL pode ficar em servidor dedicado

Medições de referência, em pregões sintéticos: um pregão de 200 mil eventos ocupa cerca de 160 MB de arquivo bruto (market data e Drop Copy) e 60 a 110 MB de índice; um de 400 mil, cerca de 350 MB. Abrir um pregão de 2 milhões de eventos leva 48 ms e 8 MB de memória; a reprodução corre a 75 mil mensagens por segundo. Em repouso, a aplicação usa cerca de 240 MB e o banco cerca de 570 MB. O dimensionamento deve ser confirmado com o volume real de cada instituição.

Em evolução

Segundo fator de autenticação; limite de tentativas de login por endereço de origem; política de retenção configurável para trilhas e casos; hash de conteúdo do arquivo bruto no fechamento de cada pregão; assinatura dos arquivos exportados.

Replayer

O livro como ele foi, no instante que você quiser

Histórico ou tempo real, dia inteiro ou um segundo. A régua é sempre o pregão, das 9 às 18; o relógio anda na velocidade que se pedir; e nada entra à frente do que o mercado publicou.

  • Livro por ordem, por instituição ou por preço. O MBO completo, com o 290 tratado como a posição que a ordem passa a ocupar — não como chave de ordenação. Em renda fixa o livro é em taxa, e a tela sabe disso.
  • O livro com riqueza de detalhes. Cada linha diz quem é: a instituição vem do market data e, casando a cadeia do Drop Copy, a mesa, o operador e o número da ordem na corretora. Escolha o que identifica a ordem; abra o drill-down e veja a ficha completa, as execuções e, no negócio, a alocação com o número do negócio e o comitente final.
  • Destaque clicando em qualquer pedaço da linha. Instituição, mesa, operador, ClOrdID, OrderID, quantidade ou taxa: cada valor clicado ganha uma cor e uma ficha, e todas as ordens com aquele valor acendem no livro, na fita e na linha do tempo. "Só as destacadas" esconde o resto, e cada ordem mantém a posição que tem no livro inteiro.
  • Filtros do livro. Faixa de taxa, quantidade mínima com operador (>, ≥, <), lado, busca por OrderID, ClOrdID, operador, quantidade ou taxa, níveis de profundidade por lado e os totais de compra e de venda — com quanto o filtrado representa do livro.
  • Drill-down da ordem e do negócio. A vida inteira da ordem como o Drop Copy contou; o negócio com as duas pontas, agressor, impacto no topo e as alocações do iMERCADO — o comitente final.
  • Tempo real com memória. Ao vivo o cache em memória permite voltar no tempo sem perder a conexão; antes do cache, a gravação do dia responde. Pausar, voltar e seguir a borda do feed.
  • As mensagens ao vivo. O que o motor está aplicando naquele momento, market data e Drop Copy lado a lado, como veio da bolsa.
O livro identificado por operador e ClOrdID, com ordens destacadas por cor
O livro identificado por mesa, operador e ClOrdID, com um operador destacado: as ordens dele acendem no livro e na fita, e a ficha diz quanto do livro ele é.
Estatísticas da sessão: taxa, eventos por segundo, profundidade, imbalance, tamanhos de ordem e volume por minuto
Estatísticas — a mesma página vista de outro ângulo: taxa, eventos por segundo, profundidade, desequilíbrio, tamanhos e volume, indexados pelo relógio de mercado.
O Replayer no tema Mesa noturna, um dos escuros
Dez temas de tela, claros e escuros — este é o Mesa noturna; o padrão da casa é o Nuvem, o dos outros prints — e as cores de compra e venda à escolha de quem opera.
Mapa do livro

O dia inteiro numa imagem, e o caso dentro dela

Três painéis, um cursor: a profundidade no instante, o topo do livro e os negócios ao longo do tempo, e a pressão do livro. Com um caso aberto, o roteiro do padrão é desenhado por cima — a oferta artificial como uma barra na taxa dela, cada evidência numerada, o antes e o depois.

Mapa do livro com o roteiro de um caso de spoofing: a faixa do caso, o livro no instante e os negócios
Um spoofing de dois segundos: a oferta expressiva, a reação do mercado, o negócio do lado oposto e o cancelamento — cada passo leva o livro, a fita e o mapa àquele instante.
Suporte e mesa

Entenda o problema do seu cliente em minutos, não em dias

Quem atende o cliente convive com perguntas que exigem reconstruir o passado: por que não executou, por que saiu a esse preço, para quem foi alocado. Hoje isso vira chamado para a tecnologia, planilha de log e dias de espera. Com o pregão gravado e reproduzível, a resposta está na tela — com evidência — enquanto o cliente ainda está na linha.

Minha ordem não executou, e o mercado passou pelo meu preço.
Antespedir o log ao TI, cruzar horários à mão, responder dias depois sem certeza.
AgoraAbra o dia, vá ao instante, veja a ordem no livro com a posição na fila, quem estava na frente e o que negociou. O drill-down mostra cada passo da ordem no Drop Copy, com hora.
Paguei mais caro do que a cotação da tela mostrava.
Antesdiscutir com base em telas de terceiros e prints do cliente.
AgoraA fita de negócios e o livro no milissegundo da execução: a melhor oferta disponível, o que foi consumido antes, o impacto no topo — e o raw da B3 como prova, com o deslocamento no arquivo.
Essa alocação não é minha. De quem é esse negócio?
Antesabrir chamado na pós-negociação e aguardar a conciliação.
AgoraDo negócio à alocação do RTC em um clique: participante, comitente final, quantidade, preço e liquidação, lado a lado com a ordem que o gerou.
A BSM pediu explicação sobre uma operação da semana passada.
Antesmontar a resposta a partir de logs dispersos, sem o livro daquele instante.
AgoraReproduza o pregão, abra o caso ou o instante, exporte a evidência: a sequência de eventos, o livro antes e depois, as duas pontas e a alocação. Tudo rastreável até o byte.
Autonomiaquem atende resolve sem acionar tecnologia nem pós-negociação.
Resposta com provaa tela mostra o que a B3 publicou, não uma interpretação.
Mesma visão para todosmesa, suporte, compliance e TI olham o mesmo livro, no mesmo instante.
Menos chamados abertosa pergunta do cliente morre na primeira ligação.
Arquitetura

Fidelidade antes de tudo

Cada escolha de arquitetura responde a uma pergunta: o que se vê é mesmo o que o mercado publicou? É por isso que o raw manda, que o replay e o ao vivo passam pelo mesmo código, e que todo número da tela sabe dizer de onde saiu.

O raw é a fonte de verdade

Gravamos o que chegou da bolsa antes de interpretar, não depois. Quem grava a própria cópia interpretada grava o que entendeu, e a dúvida de amanhã é justamente sobre o que a bolsa mandou.

O índice não guarda conteúdo

Registros fixos de 32 bytes, com offset e tamanho no raw, mapeados em memória e com busca binária por tempo. Reindexar é idempotente, conferido por hash. As cadeias do Drop Copy, os fills e as alocações têm tabelas de chaves ordenadas em disco: abrir um dia de 2 milhões de eventos leva 48 ms e 8 MB de memória.

Um caminho único de aplicação

O replay do arquivo e o feed ao vivo passam pela mesma função. É o que garante que o que se viu ao vivo é o que se verá reproduzindo o arquivo daquele dia — e que todo recurso novo vale nas duas fontes.

O livro ordem a ordem

Cada ordem entra, sai e muda de lugar na fila exatamente como a bolsa mandou. O livro é um só para as duas bolsas: na B3 a posição vem no feed, na A5X vale preço e tempo.

Toda regra responde de onde veio

O Guia de Alertas da BSM fica no repositório, paginado. Cada parâmetro cita capítulo, página e trecho, e um teste abre a página citada e procura o trecho. Parâmetro sem fonte não entra.

Medir antes de otimizar

Um comando separa o custo de ler, interpretar, aplicar e voltar no tempo. Foi medindo que um dia de 20 milhões de mensagens passou a ser refeito em minutos.

Alerta não é veredito. A plataforma mostra o padrão compatível com o guia, os números em vigor e a citação; quem decide é a pessoa, e a decisão fica na trilha.
Plataforma

Tudo o que gira em volta do livro

Cadastros de quem opera, alocações de quem é o cliente final, a mesa de negociação simulada, as conexões com a bolsa e o controle de acesso por papéis — na mesma tela, sem trocar de página, porque trocar de página derrubaria o feed.

Cadastros: instituições, mesas, usuários e clientes
Cadastros. Instituições, mesas, usuários do fio e clientes, importáveis e conferidos; é daqui que a tela tira nome em vez de código.
Alocações do iMERCADO: negócio, participante, comitente final, quantidade e liquidação
Alocações. A pós-negociação do iMERCADO: por negócio, o participante e o comitente final — a única fonte que diz por conta de quem foi.
Mesa de negociação: boleta, livro, negócios, minhas ordens e execuções
Negociação. A mesa de negociação pelo protocolo nativo, com boleta, livro, minhas ordens e execuções — travada de propósito até ser liberada na configuração.
A tela de entrada, com entrar e criar conta
Acesso. Login com senha derivada por PBKDF2, convite pelo WhatsApp (um link de uso único para a pessoa criar a própria senha) ou senha provisória com troca obrigatória, papéis fixos e escopo por instituição. Com a marca do cliente, se ele quiser (Custom Replay).

Seis papéis, uma tabela de rotas

A permissão de cada rota é conferida antes de a rota rodar. Quem não é da bolsa vê só a própria instituição.

Operadoro Replayer e a mesa de negociação — é a conta que se cria pela tela de entrada
Analistarevisa casos: marca em análise, escala e devolve à fila
Supervisordecide os casos; na B3 edita o catálogo de regras, e na instituição as regras dela
Auditorsó leitura: casos, auditoria, cadastros e sessões
Adminusuários, cadastros e sessões da própria instituição
Roota plataforma inteira: cadastra instituições e os admins delas
✉

Convite pelo WhatsApp

O administrador faz o cadastro prévio e manda um link pelo WhatsApp, com a mensagem pronta. A pessoa abre, cria a própria senha e já entra. O link é de uso único, vale 7 dias e só o hash dele fica guardado.

◐

Cada instituição no seu recorte

Sobre os mesmos dados que a BSM vê, a instituição enxerga só o que é dela: o livro e a fita do mercado, mas só as próprias ordens identificadas, só o Drop Copy dela, os casos dela e as regras que ela mesma cadastra.

✓

Aprovação em níveis

O pedido de conta passa pelo admin da instituição e depois pela administração da plataforma, com quatro olhos: quem aprova um nível não aprova o outro.

Vantagens

Por que isto e não um gravador qualquer

Reproduz, não resume

Não é um gráfico de preço: é o livro inteiro, ordem a ordem, no milissegundo em que cada coisa aconteceu — e a prova está no byte do raw.

Ao vivo e no arquivo, a mesma coisa

Um só caminho de aplicação. O caso que nasce ao vivo é o mesmo que nasce reproduzindo o arquivo daquele dia.

Regras que você ajusta

Crie e calibre regras na tela, com parâmetros do guia ou seus, e reanalise o histórico com a versão nova — sem recompilar nem reiniciar.

Relatório da BSM em um clique

O arquivo do Manual de Layout da BSM (MC²D) com os alertas e as análises do período, conferido campo a campo, em ANSI ou TXT — pronto para a entrega mensal.

Explica, e cita a fonte

Score aberto, parâmetro com capítulo e página, evidência com offset. Nenhum número da tela é opaco.

Pensado para o volume

Índices e chaves em disco, checkpoints compactos, parser sem alocação. Um dia de 20 milhões de mensagens abre em 47 ms.

Multi-bolsa

B3 e A5X no mesmo livro, na mesma reprodução e no mesmo motor de regras. Uma bolsa nova entra com o tradutor dela.

IA com governança

Estatística robusta que aprende o normal de cada ativo, e um assistente que consulta com a permissão de quem pergunta e só age com confirmação.

Simples de operar

Um executável, um compose, uma tela servida pelo processo e sem build de frontend. Tema, cores e preferências por usuário.

Entre e reproduza um pregão

Peça sua conta: aprovado o pedido, você entra como operador, com o Replayer liberado. Para revisar casos ou administrar cadastros, um admin da sua instituição promove a conta.

Criar conta Entrar